Carl Rogers

Formado em História e Psicologia, aplicou à Educação princípios da Psicologia Clínica, área em que atuou por mais de 30 anos. Na Educação, Rogers representa a corrente humanista. Valoriza técnicas de intervenção facilitadora e considera fundamentais atitudes como a de uma escuta sensível e congruência por parte dos educadores para que possam ajudar na evolução de um ser humano, que é essencialmente bom e ávido por conhecimento.Suas idéias, um importante contraponto às idéias comportamentalistas de B. F. Skinner, tornaram-se mais conhecidas no Brasil nos anos 70, principalmente a partir de grupos de estudos orientados pela educadora Rachel L. Rosenberg. É nessa época que Rogers dirige sua atenção de maneira prioritária à educação, propondo uma pedagogia que valoriza a experiência e é centrada no aluno. Acredita que o aluno aprende melhor, é mais criativo e capaz de solucionar problemas quando encontra um ambiente humano e de facilitação.

Psicoterapia de Grupos:

Carl Rogers, em sua visita ao Brasil, em 1977, numa entrevista à TV Cultura, fez a seguinte descrição dos grupos de encontro:

“É uma oportunidade de um grupo de pessoas se conhecerem em um nível mais profundo. Oportunidade de se comunicarem mais aberta, real e profundamente. É um espaço onde as pessoas podem descartar máscaras e papéis, e expressar seu verdadeiro interior. É também uma oportunidade de explorar novas maneiras de ser e de se comunicar. É aproximação de pessoas e não de papéis, como psiquiatras ou professores. É uma chance de se conhecerem simplesmente como uma pessoa encontrando outra pessoa. Há uma quebra das barreiras de comunicação, permitindo que as pessoas se aproximem com o elemento humano que existe dentro de cada um. Aí se experimentam novas maneiras de ser. Quem é o facilitador? A própria palavra já o expressa. Não é um grupo que o indivíduo conduz para um objetivo. O facilitador torna possível às pessoas se expressarem tal como são, e as pessoas do grupo determinam a direção. E cada um, com isso, vai se tornando mais pessoa. São elas que estão tentando tornar-se um ser humano mais completo. O facilitador não tem idéia da direção das pessoas e do grupo. Este só cria o clima para a pessoa emergir, encoraja os outros a se expressarem e, emergindo, a pessoa encontra sua direção. O facilitador não é um elemento eqüidistante. Ele envolve-se com todos os membros. Ele desempenha tal função no início para que o grupo tome impulso, mas depois vai se tornando um membro do grupo e isto é incentivo aos outros. Sendo ele mesmo para os demais, faz com que os outros vão se conhecendo mutuamente e se tornando um membro igual aos demais”
Fonte: http://www.institutodelphos.com.br/clinico/depoimento.htm